Invenções da Humanidade – O Retorno (VI) [15.06.11]

Após a quase destruição do universo, extinção dos dinossauros, contatos alienígenas e era do gelo, uma coisa insistia em sobreviver. A Terra havia tentado todas as formas possíveis e inimagináveis de se livrar daquelas criaturas. Mas era impossível. Não, não estou falando de baratas. E sim, da humanidade. Ah, o homem…

Dizem que em seus primórdios a humanidade era muito criativa. Mas depois de tudo o que havia acontecido até agora, a humanidade já não estava mais em seus primórdios. Mas isto não quer dizer que sua criatividade não tivesse evoluído. Aliás, talvez tenha sido a única coisa a evoluir.

Os dinossauros haviam sido extintos, ou assim diziam, pois corria um boato de que isto era apenas uma mentira que os filhotes contavam para seus pais, a fim de conseguirem permanecer mais tempo nas festas. Então, um a um, foram morrendo de preocupação. Para não sentirem-se culpados, espalharam por aí que um meteoro havia feito uma cratera no Arizona e extinguido sua espécie. Como eles sabiam que o Arizona estaria naquele lugar dentro de milhões de anos?

Ora, você não leu “Invenções da Humanidade – A Saga”? Está tudo lá. O tempo, espaço, dimensões e verduras estavam uma bagunça só, por culpa de você-sabe-quem. Mesmo assim, a vida continuava…

Sem ninguém para pisotear sua horta, o homem prosperou. Conseguia produtos muitos valiosos em troca do que podia fornecer. A era do comércio se iniciava. Com receio de que um dia tivesse concorrentes, o homem bolou uma estratégia: pintou seu rosto em várias pedrinhas achatadas que cabiam na palma da mão e as distribuía junto com os itens que vendia. Era seu cartão de visitas. Para cada pedrinha entregue o homem fazia um risco de giz em sua parede. Com o tempo o homem passou a ter mais de mil “seguidores”.

A ideia fez tanto sucesso que todos resolveram fazer o mesmo. A fama era medida pelo número de pedrinhas que cada um tinha de você. Era comum ouvir as crianças dizerem:

– Quanto amigos você tem?
– Mais de cem pedrinhas!

O mais incrível em tudo isso era como as pessoas conseguiam distinguir seus rostos nas pedrinhas, sendo que os desenhos eram formados unicamente por um círculo maior, dois pontinhos internos e um arco inferior virado, indicando um sorriso. Certo dia alguém teve a feliz idéia de pintar uma colher atrás de uma delas.

– O que é isso?
– Gosto de culinária. Quer fazer parte da minha “comunidade”? Me dá aqui sua pedrinha que desenho o mesmo nela!

Aquilo se tornou um sucesso tão repentino que nem seu idealizador conseguiu mais controlar. E assim, sem ter nada melhor para fazer e sem predadores por perto, a humanidade inventou o primeiro protótipo de rede social: o “Facerock”. Mais tarde fizeram o mesmo com livros e você já sabe que nome foi adotado…

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