Origami [19.02.15]

origami_oneNão era ninguém, e nunca foi… Exceto, talvez, por aquele dia especial.

Minutos se passaram até que pudesse extrair as preciosas memórias e transformá-las em uma arte tão estranha, mas fascinante. O pássaro de papel bateu asas e voou para dentro de seu próprio mundo.

Quando os olhos da criança brilharam, soube, no mesmo instante, que o resto já não importava. Deixara uma marca em sua mente, um senso de admiração pelo desconhecido.

Singelo. Mas, passageiro. Logo a vida se encarregaria de destruí-la, sem dó nem piedade.

No entanto, aquele sorriso o lembrava de como as coisas eram simples, “eles” é que insistiam em complicá-las. Momentos despercebidos, nuances ignoradas, curvas sinuosas de pétalas que resistiam ao mais forte dos temporais.

Flores de papel.

Tornara-se “alguém” por instantes, tempo suficiente para lembrá-lo de uma grande verdade… A felicidade estava nos pequenos detalhes. E o pássaro, antes inanimado, repousou sobre seu ombro.

Sorriu em resposta.

Memórias. Lembranças de uma época mais tranquila. Quando as leis da natureza regiam o mundo ao redor… E não um enorme catalisador de energia, suscetível às incontroláveis tempestades de areia. Pelo menos o Sol ainda brilhava, resplandecendo de forma tímida através das redomas.

Como um caleidoscópio, criador de prismas e arco-íris. Um céu cheio de estrelas. Dobraduras.

Meros detalhes.

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