Resenha: Os Robôs (O Sol Desvelado)

robos-asimovTítulo Original:

The Naked Sun, 1957 (PT-BR)

Conteúdo:

Capítulos (sem tomos):

1-Uma investigação inesperada
2-Um encontro inesperado com um amigo
3-O nome da vítima é revelado
4-Uma conversa com Gladia
5-O crime é investigado
6-Uma teoria é refutada
7-Um médico em apuros
8-Baley faz frente a um Espacial
9-Um robô é paralisado
10-A cultura Solariana
11-Ciência da Fetologia!
12-Baley visita o viveiro
13-Baley afronta um Roboticista
14-Um motivo é revelado
15-A arte de Gladia
16-Uma solução é apresentada
17-Uma reunião é convocada
18-A solução final

Opinião:

Este é o segundo livro da série de Robôs “Detetives”. Saiu aqui no Brasil com o horrível título “Os Robôs”, mas, felizmente a editora Aleph está relançando com o título traduzido, “O Sol Desvelado”. Achei curiosa essa escolha de palavras, pois caberia aqui a tradução “O Sol Desnudo” – o que ficaria igualmente estranho. Então foi uma bela escolha de sinônimos.

Este livro nos apresenta o planeta Solaria. Nos outros (sim, leio fora de ordem) há apenas menção ao seu nome. A história se passa basicamente neste mundo desconhecido, habitado por mais robôs do que humanos (dez mil para cada pessoa). O mais interessante é como o protagonista se sai diante de uma sociedade completamente diferente do aglomerado caótico terrestre.

Solaria é um planeta de pessoas isoladas. Os humanos somente se televeem, de forma não pessoal. É crucial entender isso para dar prosseguimento ao caso. Ou seja, ninguém vê o outro realmente, é uma espécie de holograma vivo, perfeito. Afinal, eles detestam o contato humano e até passam mal na presença “real” do detetive. A economia do planeta é baseada na produção dos autômatos, o que leva à estagnação da sociedade solariana – interpretada por eles como sendo a verdadeira felicidade. Afinal, os autômatos fazem tudo, enquanto eles podem se dedicar a outras coisas, como arte e ciência, bem como a genética (o que lhes dá em torno de quatro séculos de vida).

O ponto delicado aqui é o seguinte: houve um assassinato de uma pessoa importante. Mas como isso é possível se eles nunca se veem pessoalmente e os robôs possuem suas três leis que impedem atos assim?

O início, como todos da série, é um tanto morno. Mas quando Elijah Baley vai até Solaria e encontra seu fiel escudeiro, Daneel Olivaw (robô humanoide de Aurora), as coisas esquentam. Ninguém deseja um detetive terrestre por lá, ainda mais querendo vê-los pessoalmente, cara a cara.

Já tinha lido esse livro e resolvi relê-lo. Confesso que depois de saber os pormenores, perdeu um pouco a graça. Mas para quem lê a primeira vez, ir juntando as peças do quebra-cabeça torna-se bem divertido. Afinal, o crime parece impossível, além de improvável. Dizer mais seria spoiler. O livro segue a estrutura “Alguém morreu? Quem matou? Como? Por quê?”, perguntas típicas do jogo Detetive da Grow.

Veredicto:

Um livro bem instigante, pois a conspiração envolvendo uma das famílias mais poderosas de Solaria envolve não somente os habitantes, mas também o destino da sociedade terrestre. O final é um tanto anticlimático, mas satisfatório. Porém, há um pós-final, que deixa tudo muito mais claro.

Nota: 4/5.

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