Resenha: Nêmesis

nemesis2Título Original:

Nemesis, 1989 (PT-BR)

Conteúdo:

0-Prólogo
1-Marlene
2-Nêmesis
3-Mãe
4-Pai
5-Presente
6-Aproximação
7-Destruição?
8-Agente
9-Eritro
10-Persuasão
11-Órbita
12-Ódio
13-Domo
14-Pescaria
15-Praga
16-Hiperespaço
17-A Salvo?
18-Superluminal
19-Permanência
20-Prova
21-Sonda Cerebral
22-Asteroide
23-Viagem Aérea
24-Detector
25-Superfície
26-Planeta
27-Vida
28-Decolagem
29-Inimigo
30-Transição
31-Nome
32-Perdidos
33-Mente
34-Próximos
35-Convergência
36-Encontro
00-Epílogo

Opinião:

Nêmesis é um dos últimos livros escritos por Asimov antes de seu falecimento. Traz toda a naturalidade científica acumulada durante seus anos de romances e séries. É uma história de conceitos complexos, mas explicados de forma simples (inclusive a introdução do livro traz um mini-desabafo sobre a “intelectualização” da escrita, que achei bem relevante).

A história começa sob dois pontos de vista, o da Terra e o de Rotor, uma das mais bem sucedidas colônias espaciais terrestres (Asimov menciona que essa história não tem ligação com outras, mas há vários nomes e conceitos que deixam a sensação de “dejavú”). Com o ser humano espalhado pela vizinhança, é natural que ainda existam rixas entre as colônias, e isso continua a ocorrer, até que um dia uma astrônoma de Rotor descobre que a estrela vizinha está se movendo em direção ao sistema solar.

Rotor, independente das outras, desenvolve uma nova espécie de propulsão espacial, a fim de analisar essa estrela e sair na frente de seus concorrentes, pois é possível que exista um planeta ao redor dela, pronto para ser colonizado. Nessa parte entra um sub-trama de um terrestre que tem uma filha com a astrônoma. Rotor parte, literalmente foge, mas o pai da criança fica na Terra (nota: Rotor é semelhante a um planeta, mas também é uma nave).

Longe do sistema solar, Marlene (a filha), passa a desenvolver uma habilidade interessante: saber o que as pessoas estão pensando através da linguagem corporal. Uma forma bem crível de dom especial, mas com um motivo obscuro por trás. No entanto, sua estranha habilidade faz com que ela seja evitada por onde passa, tornando-se uma garota solitária. Neste contexto somos apresentados à Eritro (um satélite natural), Megas (o planeta) e Nêmesis (um sol vermelho).

Após alguns meses descobre-se que Nêmesis está indo em direção à Terra e destruirá o sistema solar em alguns milhares de anos, o que explica seu nome. A Terra, obviamente, passa a nutrir ódio de Rotor assim que descobre seu verdadeiro motivo em deixar o sistema para trás (foram deixados para morrer). O pai de Marlene, alçado ao status de espião, é requisitado pela alta cúpula científica da Terra. Acaba por assumir o papel de convencer as colônias restantes a compartilhar seus conhecimentos umas com as outras e descobrir uma nova forma de viajar pelo espaço, assim como fez Rotor.

Aqui o livro se divide na parte mais intrigante e interessante da história. Enquanto na Terra acontecem eventos passados, em Éritro acontecem eventos futuros. É bem fácil de acompanhar a trama, visto que cada evento é dividido em capítulos distintos. O que mostra a genialidade da escrita é que o tempo todo os dois enredos vão se aproximando, com a Terra cada vez mais próxima de encontrar seus “inimigos” e os rotorianos tendo de lidar com uma forma de vida desconhecida em Éritro, parte em que Marlene, já crescida, exerce um papel fundamental.

Veredicto:

O livro começa de forma bem arrastada, como é comum do gênero, mas depois que Rotor vai embora, aí sim o enredo deslancha e passa a ficar intrigante. A dualidade passado/futuro se aproximando é o que mais chama a atenção. Perto do final do livro, onde há explicações sobre a nova forma de viajar no espaço, há capítulos um tanto chatinhos, com muitas informações, mas são passagens rápidas que não chegam a baixar a adrenalina. Também as interações mãe-filha começam a ficar irritantes perto do fim, mas são recompensadas com passagens bem importantes para a trama.

A reviravolta no final do livro é genial, mas deixa uma sensação de vazio após a leitura. É um ótimo livro, mas com várias passagens desnecessárias.

Nota: 3/5

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