Evidência (Brian Lancaster e Jowilton Amaral)

No ano 2916, cinco tripulantes à bordo da nau capitânia Maelstrom desapareceram. A última mensagem, transmitida da Nebulosa do Haltere, no Braço de Órion, trazia apenas uma frase, suficiente para causar uma intrigante divisão na sociedade científica…

I.

Cores primárias preenchiam o horizonte. O azul profundo, berço de matéria primordial, abraçava a escuridão, quebrando a monotonia sem fim do vazio desconhecido. O amarelo vibrante delineava as nuvens de formação estelar, imbuindo os elementos naturais de matéria escura. O vermelho carmesim, de escala imensurável, produzia em seu interior um calor tão abrasador que, em poucos milênios, transformaria os protoplanetas em futuros sóis…

Dalet, dia 42, 2916 A.E., manhã…

Maesltron não era confortável. Tinha espaço suficiente para cinco pessoas, uma sala de reuniões, uma cabine de controle e dormitórios independentes, construídos nas extremidades do habitat convencional. Seu projeto priorizava a eficiência dos motores de propulsão, resultando num desenho retilíneo, sóbrio e cansativo. As estruturas retráteis, que comportavam a vela solar, davam-lhe a aparência de um coleóptero mutante.

Nila Shakti foi acordada por um som agudo, persistente e quase inaudível. Acabara de receber uma transmissão. Bocejou e a ouviu, sem dar muita importância aos dizeres confusos. Aquele zunido não era raro, mas incomodava. Ter uma cefaleia espacial não estava em seus planos. Como astrobióloga-chefe, precisava estar atenta a qualquer alteração, apesar do aparente marasmo da “manta de dez mil anos”. Sacudiu a cabeça e ignorou os sintomas, caminhando lentamente até a ponte de comando.

— Como vão as coisas, “padre”? Algum milagre enquanto estive descansando? – Nila não resistiu à piada.
— Sim. E está bem na sua frente. – Ironizou Gabriel Levi. – Apesar do seu aparente descaso, notei um comportamento estranho nos sistemas hoje de manhã.
— Isso explica a dor de cabeça.
— Se você parasse um instante para apreciar a visão de nossos primórdios, quem sabe fosse agraciada com maior paz de espírito…
— Não sou religiosa como você. Se algo se mover lá fora, me avise.
— Tenho fé. Não religião.

Deixou-o falando sozinho, antes que a convencesse. Era um excelente mecânico, apesar de não ter sido sua primeira escolha. Quem poderia imaginar que um estudioso de filosofias humanas e metafísica marciana era o projetista de boa parte do esqueleto da nave? Tinha de lidar com isso. Atravessou o extenso corredor retilíneo, chegando ao círculo interno. Prosseguiu até o dormitório do meio, onde sua superior, e melhor amiga de infância, descansava. O sistema de comunicação digital piscava em laranja. “Disponível” era o que a tela dizia. Tocou.

— Olga?

Não houve resposta. Tentou novamente.

— Olga Yurievna? É Nila Shakti. Posso entrar?

Gabriel estava certo. Os sistemas estavam se comportando de maneira irregular. Entrou com o código de acesso, conhecido somente por ela. Tinham intimidade suficiente para trocar as senhas entre si, um fato conhecido por todos, apesar da discrição de seus companheiros os impedirem de realizar qualquer comentário a respeito. A escotilha se abriu, permitindo a passagem. Olga olhava pela janela, distante, com os olhos fixos em um único ponto, hipnotizada pela escuridão sem fim.

— Olga?

Mas um cadáver jamais responderia…

II.

Um grito surdo ecoou pelos corredores. Seiji Hiroshi, logo ao lado, deixou seu dormitório às pressas. Encontrou Nila, ajoelhada e trêmula, escorada na aba circular da porta fechada. Aproximou-se devagar e a segurou pelos ombros. Era o único psicólogo a bordo.

— Acalme-se, Nila! – disse com autoridade.
— Seus olhos estavam sangrando! Eu vi… Tenho de voltar lá!

Olhou pela escotilha de relance e se surpreendeu. Imediatamente colocou o capacete reserva, artefatos encontrados nos vãos de entrada.

— Esqueça! Precisamos isolar aquela área!
— Pode ser alguma espécie de contágio? – indagou, se recompondo por um instante. – Mas eu já estive em contato com ela!
— Por que acha que estou vestido assim?

Seiji apontava para o capacete brilhante.

— Então, vou ficar em isolamento?
— Até eu falar com a doutora Ária… Sim. – Segurou suas mãos com as luvas. — Olhe nos meus olhos, Nila. Recomponha-se. O que uma astrobióloga renomada faria?

Baixou a cabeça e permitiu que Seiji a trancasse temporariamente em seu dormitório, embora não fosse isso o que realmente a incomodava. O sonho distante de duas universitárias, muito mais que amigas de infância, jamais se realizaria…

Vestiu o uniforme completo e correu até a ponte de comando. Ária conversava de forma descontraída com Gabriel. Seiji apareceu de repente, com uma expressão preocupante. Estavam acostumados ao seu jeito mais sério, mas sabiam quando algo o incomodava. Mordia o lábio inferior, enquanto buscava respostas no vazio. Os dois se entreolharam. Ária franziu o cenho e se apressou.

— O que houve?
— Um problemão. – Disse Seiji, retirando o capacete.
— Alguma falha em suportes vitais?
— Não, Ária. Essa é sua especialidade. Quero que os dois venham comigo.

Gabriel deixou os controles sob supervisão da inteligência artificial. Apressaram-se em vestir os trajes recomendados. O deslocamento pelos corredores era fácil. Difícil era não esbarrarem uns nos outros devido ao pequeno diâmetro da câmara de acesso. O dormitório de Olga ficava em um dos braços do curioso pentagrama, fato que sempre lhe causara calafrios.

— Cuidado. – Sussurrou, como se isso fizesse diferença.

Seiji ajustou o brilho dos vidros. Meneou a cabeça. Ária fez menção de levar a mão à boca ao presenciar o corpo estirado sobre a cama, mas foi impedida pelo traje. Gabriel não pareceu muito abalado. De tanto ridicularizarem sua profissão e convicções, havia se tornado uma pessoa misteriosa, que não demonstrava sentimentos tão facilmente. A única que conseguia tirá-lo do sério era Nila Shakti.

— A nave não foi neutralizada? – indagou Gabriel.
— Está sugerindo que isso foi obra de um vírus? – retrucou Seiji.
— Talvez.
— Não sobreviveria a uma viagem dessa magnitude. – Respondeu Ária, segura de si.
— O que sugere, doutora? – Seiji suava naquele traje desconfortável.
— No caminho você mencionou que ela olhava as estrelas distantes, como se estivesse hipnotizada por alguma coisa?
— Ou alguém… – Completou Gabriel.

O olharam com certa desconfiança. Prosseguiu, sem jeito.

— Me refiro à falha dessa manhã. O sistema capturou alguma coisa, tenho certeza. – Gabriel ignorou os muxoxos. – Mandei rodar uma pesquisa.
— Quero passar no dormitório de Nila antes de tomar qualquer providência. – Encerrou Seiji.
— Ela reclamou de dor de cabeça uma hora atrás. Mas os sistemas estavam em ordem! – Gabriel atestou.

Andaram até o outro braço do módulo. Apesar de seu treinamento militar, sabiam que a situação atual não era das melhores. Estavam a anos-luz da estação orbital mais próxima. Seiji ativou o viva-voz. Um ruído ensurdecedor, quase uma mensagem cifrada, invadiu o ambiente, os desorientando por alguns segundos. Felizmente, a transmissão cessou em seguida.

— Mas o que foi isso? – gritou Ária.
— Não sei! Ative a câmara de segurança! – disse Seiji.
— Nila não está bem! – apontou Gabriel.

Havia um corpo em pé, de capacete colocado, olhando um ponto fixo e luminoso através da escotilha.

— Droga! Está se espalhando! Abaixe os escudos! – ordenou Seiji, que possuía a patente mais alta entre os três.
— Acha que o problema está lá fora? Mas vai ativar os alarmes! – interpelou Gabriel.
— Agora! – exclamou Ária.

Gabriel retomou o controle da nave acessando a pequena tela embutida em sua manga. Iniciou o selamento externo. Pouco a pouco os escudos abaixaram, escondendo a deslumbrante e exótica Nebulosa de Haltere em segundos, que encerrou o espetáculo com um impressionante eclipse artificial. A escuridão os abraçou. As luzes de emergência, efêmeras, falhavam em tornar a atmosfera mais confortável.

Assim que Nila caminhou até a porta e apresentou os mesmos sintomas de Olga, Seiji impediu seu acesso externo. Era possível avistar apenas dois pontos vermelhos dentro daquele capacete escuro. Escutaram um último murmúrio.

— Es… ta… rei… com… vo… cês…

O corpo caiu ao chão, sem vida, com um olhar fixo em Gabriel.

III.

Voltaram-se para ele, que ficou tão impressionando quanto seus superiores. As luzes intermitentes atordoavam os sentidos.

— A pesquisa! – lembrou de repente.

Ainda perplexos com a morte repentina de dois membros da tripulação, não entenderam como aquilo poderia ajudá-los, mas precisavam de respostas. Estavam ali com o mesmo objetivo, apesar de suas claras diferenças culturais. Correram em silêncio até a ponte de comando, atravessando os enfadonhos corredores retilíneos, preenchidos com esferas dançantes. A tela maior exibia um aviso confuso. Gabriel fez um gesto para o lado. Várias linhas horizontais surgiram.

— Vejam! Aqui foi hoje, há algumas horas.

As linhas apresentavam picos sinuosos, que duravam milésimos de segundos.

— Certo. – Ária suspirou. – Então o principal sintoma é a dor de cabeça, além do estado catatônico. Essa flutuação de energia pode ocasionar a cefaleia, mas não o restante…
— Que envolveu olhar, de modo fixo, um ponto qualquer no horizonte. – Completou o psicólogo, mantendo a calma. — Mas que ponto? Gabriel, quero que… Ah…

Seiji Hiroshi levou as mãos à cabeça e retirou o capacete. Ária o segurou. Sem qualquer alteração brusca, seu nariz começou a sangrar. Olhou para Gabriel e se esforçou em articular de forma compressível as palavras que saíam rasgadas, sem controle.

— Es… ta… rei… com… vo… cês… até… o… fim…

Ária gritou para que jogasse a adrenalina, bolsa de emergência colocada embaixo dos painéis, e aplicou o medicamento. Mas já era tarde demais. Os olhos de Seiji, perdidos no infinito, indicavam que já havia deixado aquele mundo há muito tempo.

— Merda! – olhou com fúria para Gabriel. — O que está acontecendo, afinal?
— Eu não sei! Preciso me concentrar! O selamento exterior não fez diferença alguma. Vou revogar a ordem. Dê um jeito de contatar a estação orbital…
— Estamos longe demais!
— Se eu deixar os canais abertos, quem sabe eu consiga…

Assim que os escudos subiram, o esplendor glorioso das nuvens primordiais encheu de vida o interior da Maesltron, de forma irônica. Gabriel, apesar de tudo, sentia uma inexplicável sensação reconfortante ao vislumbrar aquele horizonte ancestral. Um sorriso de satisfação escapou sem querer, mas não sem motivo. Como podia ele, um simples mortal, ter o privilégio de ser agraciado com aquela visão? Agradeceu em silêncio o incentivo dos pais, antes de falecerem.

Ária se aproximou. Já estava sem capacete. Seu olhar aterrorizado o deixou sem ação. Percebeu que os ouvidos da amiga sangravam. Ela segurou seu rosto de modo firme, mas gentil. Exclamou, em uma voz suave e compreensível.

— Gabriel. Estarei com vocês, até o fim.

Petrificou. A última vez que ouvira aquela frase segurava em seus braços a única lembrança de uma família desfeita pela guerra – uma relíquia em polímero transparente, de tempos imemoriais. Apenas aquele registro humano, tão antigo quanto suas origens, o havia consolado. Alguém estava utilizando memórias afetivas para se comunicar.

Contrariando os resultados anteriores, Ária apenas desmaiou, caindo aos seus pés. Apesar de certas desavenças, conseguiam se entender como ninguém. Colocou seu corpo sobre a poltrona e ajeitou seu cabelo…

Retirou o próprio capacete. Observou por um bom tempo a luminosidade que escapava lentamente da deslumbrante paleta de cores primárias. Sentiu uma leve dor de cabeça, sem mais efeitos. Gritou em direção à luz intensa, irradiada do interior da Nebulosa de Haltere.

— Quem é você? O que quer de mim?

Suas palavras gravitaram pela ponte de comando sem receberem resposta. No entanto, ele não precisava. A pergunta fora retórica, caso Ária ainda pudesse ouvir. O que não era mais possível. A médica partira definitivamente. Todos se foram, restando apenas uma pessoa. Um sorriso frio pôde ser visto nos lábios do mecânico.

A Messier 27 brilhava em um azul assombroso. O fulgor anil, envolto pelo negro azeviche do espaço, dava a nebulosa uma aparência de túnel. Um túnel celestial. Gabriel fixou os olhos na manta luminosa. Seus pensamentos viajaram. Correram sobre os trilhos do cosmo para muito longe dali. Mil anos luz. Transportaram-se para a Terra, planeta que ele, com incontáveis anos, pulando de buraco de minhoca em buraco de minhoca, jamais conhecera, a não ser pelas histórias dissertadas por seu avô, e lidas em escritos antigos digitalizados.

Imaginou-se no mar. Banhando-se nas águas salgadas e espumosas que iam e vinham trazendo com elas o barulho peculiar das ondas. Som que nunca ouvira de verdade, apenas fantasiara diversas vezes. Para ele, o mar era a expressão mais concreta do divino. Nunca o ter visto fazia com que o oceano fosse mais misterioso que o vazio estelar, onde se acostumara desde muito novo a percorrer…

Gabriel havia nascido em Fobos, a grande lua de Marte, na primeira estação espacial terráquea, habitada há quase seiscentos anos. O “padre” fazia parte da quinta geração de crianças que vieram ao mundo naquela estação. Meninos que desde cedo eram preparados para viagens espaciais – Fobos concebia astronautas. Perdera a família na Primeira Guerra entre Luas. Habitantes de Fobos e moradores de Deimos lutaram para ver quem deteria o controle absoluto sobre Marte. Fobos sagrou-se vencedora…

Levantou a vista, saindo de seu devaneio, e percebeu uma tênue mudança de cor, seguida de pequenas vibrações, no halo que circundava a nuvem de matéria interestelar. Um estrondo agudo e denso, quase palpável, singrou pelo monótono corredor do “besouro metálico”. Não estava louco, algo extraordinário tentava estabelecer contato.

— Eu sei quem é você! — Gabriel Levi exclamou. Seus olhos faiscavam.

Ele tinha certeza que era de lá, do centro da nebulosa onde existia uma estrela anã branca, a origem das estranhas mensagens sonoras. Algo inefável pretendia se mostrar. Sua fé incorruptível fazia-o acreditar que estava diante do Ser a quem sempre confiara as palavras mais fervorosas, os melhores e piores momentos. Da luz que se acendia em tudo que tem vida.

Ajoelhou-se. Foi tomado por um intenso sentimento de ternura, como o abraço apertado de um filho. Lembrou-se de sua família… e do seu pequeno Jacob. Lágrimas escorreram pelo seu rosto febril.

— Gabriel, estarei com vocês até o fim.
— Aquelas eram as mesmas palavras que ele ouvia em suas orações noturnas. Só poderia ser um sinal de que o que fizera era em prol de um propósito muito maior. A ponta de arrependimento que rondava sua consciência se desfez. Sentiu-se orgulhoso.

IV.

Após o falecimento da família, o jovem Gabriel Levi, já um estudioso de metafísica marciana, aprofundou-se ainda mais nas leituras sagradas, tornando-se um homem de fé inabalável. Acreditando piamente, apesar de tudo negar ao contrário, que o universo era controlado pelo sopro divino. A evidência definitiva não tardaria em chegar. “Ninguém mais zombaria de sua fé”, pensou, animado.

Até então, Ele só havia se manifestado através de conversas em sua própria mente. Conversas que o orientavam como fazer para que todos, enfim, acreditassem. E Gabriel cumpriu objetivamente tudo que fora sussurrado em seu ouvido. Sua tarefa estava prestes a ser concluída.

A reunião em volta da mesa para as refeições era prática obrigatória. O longo confinamento estimulava conflitos de convivência. O agrupamento compulsório durante as refeições era uma forma de sanar qualquer desavença mais duradoura. Toda a rotina era acompanhada atentamente por Seiji Hiroshi, o psicólogo da equipe. Um sorteio entre eles, no início da missão, fez com que a cada dia um membro da equipe ficasse responsável pelo preparo dos alimentos e arrumação da mesa, tornando o local, e o ato em si, o mais aconchegante e agradável possível.

Na manhã do dia quarenta e dois, Gabriel Levi, o “padre”, encarregado do café da manhã, estava pronto. Enquanto os astronautas ainda se encontravam nos dormitórios, preparou o desjejum. Contudo, aquele café da manhã seria especial – era a última refeição de todos os tripulantes. Retirou do bolso de seu traje espacial um pequeno frasco de vidro contendo pó de calcanita marciana. Mineral mortalmente tóxico, encontrado facilmente no solo de Marte, solúvel em água, inodoro e insípido, que misturado a qualquer alimento desidratado causava, após alguns minutos, cefaleia, entorpecimento catatônico, derrame ocular, epistaxe e morte. Assim, desta maneira, Gabriel envenenou toda a tripulação da nau capitânia Maelstrom. O rápido efeito da toxina impediria qualquer tipo de exame, possibilitando o triunfo do envenenador.

Nenhum deles estranhou o fato de que o único a não se servir naquele dia fora Gabriel. Todos já estavam bastante acostumados com os estranhos hábitos do “padre”, que só se alimentava depois que já tivessem se retirado do refeitório…

Agora, decidido, caminhava em direção ao painel de controle da Maelstrom, a passos lentos. Assim que tocou a tela, fez sua última transmissão para o controle da missão, na estação terráquea em Fobos. “Encontramos o Criador!”, exclamou, de forma inexpressiva.

Vestiu o traje de atividade externa e andou até cada um de seus companheiros. Acomodou-os em seus respectivos dormitórios. Seu corpo tremia. Percorreu o longo e monótono corredor, dirigindo-se à escotilha de saída. Antes de abri-la, contemplou mais uma vez a nuvem brilhante da magnífica Nebulosa de Haltere. Era para lá que ele iria. Lá estava a resposta. O início. O fim. O recomeço. Renasceria ao lado Dele. Abriu a grande escotilha, sem se preocupar em vedá-la novamente, e se jogou na imensidão do infinito.

Gabriel flutuou no espaço, como se boiasse nas densas águas do mar. Fechou os olhos e pôde ouvir nitidamente o barulho das ondas. Sorriu, em êxtase completo.

— Pai Todo Poderoso… Estou indo ao seu encontro.

***

(Nota: conto revisado, contendo mínimas modificações, criado a duas mãos, originalmente postado no site Entre Contos, para o Desafio Duplas – que consistia em complementar o texto de outro participante sorteado, sob pseudônimo. A primeira parte é minha. A segunda é do Jowilton Amaral. Não irei informar onde fica a divisão, pois o amigo conseguiu fazer um mimetismo perfeito. No ranking geral ficou em 9º lugar (de 36 posições). Valeu muito como experiência de criação coletiva).

Anúncios

Agradeço o comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s