Resenha: Poeira de Estrelas

poeira_de_estrelasTítulo Original:

The Stars, Like Dust, 1968 (PT-BR)

Conteúdo:

1 – O dormitório sussurrava.
2 – A rede através do espaço.
3 – O acaso e o relógio de pulso.
4 – Livre?
5 – Inquieta é a cabeça.
6 – O que ostenta uma coroa.
7 – Músico da mente.
8 – As saias de uma dama.
9 – E as calças de um chefe supremo.
10 – Talvez sim!
11 – Ou talvez não!
12 – Chega o autarca.
13 – O autarca fica.
14 – O autarca parte.
15 – O buraco no espaço.
16 – Cães!…
17 – …e gatos!
18 – Escapando às garras da derrota.
19 – Derrotados!
20 – Onde?
21 – Aqui?
22 – Lá!

Opinião:

Considerado um dos primeiros romances “oficiais” de Isaac Asimov, Poeira de Estrelas traz uma curiosa união de ficção científica com uma aventura do tipo capa/espada, subgênero muito popular na época em que foi escrito. Como sua primeira aparição se deu em revistas do gênero, ao estilo novela, nota-se um certo “exagero de simplicidade” nos títulos dos capítulos, alguns, inclusive, contendo spoilers numa época em que ninguém se importava com isso.

O início é arrastado, apesar do suspense bem colocado. A partir do quarto capítulo, onde o personagem principal deixa a Terra e inicia-se uma grande conspiração, as coisas melhoram consideravelmente.

No entanto, talvez pelo estilo da época, Asimov “enfia goela à baixo” um romance bem água com açúcar, ineficaz em praticamente todos os seus momentos. Temos um rei, temos uma princesa e temos um castelo – apenas num planeta diferente. Felizmente, essa parte não toma muito tempo e logo estes personagens secundários ganham notável importância, acompanhado o protagonista até o final, tendo um papel bastante significativo no desenrolar do enredo.

Entretanto, há muitas passagens explicativas que cansam. É interessante saber como encontrar um planeta apenas pela massa das estrelas ao seu redor, mas o autor dedica quase um capítulo inteiro a isso. Larguei o livro umas três vezes e foi difícil me situar cada vez que adentrava novamente naquele mundo. São muitos nomes, muitas hierarquias e várias reviravoltas que apenas confundem.

O final compensa, e o título do livro faz completo sentido, mas é muito mais eficaz para quem é cidadão nativo dos EUA (leia e vai entender).

Veredito:

Uma aventura medieval com roupagem de ficção científica, contendo um romance “mais ou menos” apenas para atingir um público maior. Não é dos melhores livros do mestre, mas serve como curiosidade para sentir seu amadurecimento na escrita, em seus fantásticos livros posteriores.

Adendo: contém uma pequena amostra do que seria o “presente” na Era Galáctica, bastante abordada nas tramas dos Robôs, Império e Fundação, que viriam posteriormente.

Nota: 2/5

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